11 de dezembro de 2014

café ruim



     Foi um copo de café ruim que me deu o empurrão para começar a escrever um post pro blog. Um post que eu não sei sobre o que exatamente vai ser, mas que ficará na categoria #Vida Universitária por eu achar que se encaixa melhor lá. Um post que vai trazer a confirmação da minha tentativa de manter o blog atualizado (mesmo que não seja sobre coisas 'interessantes').

     Antes de pegar o café eu estava sentada em "minha" cadeira, na "minha" mesa do "trabalho" (não entrarei em detalhes o por quê da palavra trabalho vir entre aspas) e eis que me deu aqueles estalos de gente que está meio estafada de tudo. Primeira vez na vida que estou meio cansada de tudo e não de todos (ou dos dois de uma vez que é ainda pior). Bom, comecei a pensar nessa cadeia hierárquica da sociedade de você ser submisso a um, que é submisso a outro e assim por diante. Porque acho que a maioria dos seres humanos chegam a pensar uma hora que não são obrigados a ficarem nessa posição de vida. Sabem do que eu estou falando? Entendem? Pois tenho a leve impressão de que não.

     Mas por qual motivo o café está tão ruim hoje?

     Eu nem tomava café até ter dois empregos + universidade para conciliar. Foi no segundo emprego que eu comecei a criar esse hábito. Até então café pra mim era só em doce e no famoso pingado. Café era terrível pra mim, eu ficava igual aquele bichinho do filme Os Sem Floresta quando tomava energético. Até o café começou a ter mais graça na minha vida atribulada.

     Quinta-feira, frio e esse café ruim desse jeito?

     Agora eu estou aqui, de férias da universidade, sem um emprego e sem o outro daqui duas semanas (ok, foram escolhas minhas). Mudei a cor de cabelo em um mês mais do que mudei de casa quando eu estava entre os meus 7 e 13 anos (isso era para indicar que foram muitas vezes, mas até eu já perdi as contas de quantas vezes exatamente eu mudei de casa nesse período). Minha mãe estava preocupada, pois ela leu em algum lugar que muitas mudanças estéticas em um curto período de tempo significa que a pessoa está insatisfeita com algo na vida. Mas eu sempre fui de mudanças! Não nesse mínimo intervalo de tempo, mas... Será que realmente estou insatisfeita com algo na vida e descontando no meu cabelo? Ainda não descobri, mas se for, pelo menos tenho cabelo para descontar (melhor do que fazer isso com amigos e com a família, com certeza nisso você tem que concordar). Mas por que mesmo estou falando sobre essas coisas? Não tem que ter uma finalidade, né. Se você quiser falar (escrever) que fale (escreva)!

    Ao menos não sentirei saudades do café daqui (o dessa quinta-feira não).